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Santa Mônica recebe Atletas Paralímpicos

Nessa semana, oito dos 15 atletas da Seleção Brasileira Paralímpica de Natação realizaram seus treinos preparatórios para os campeonatos de 2020, no Complexo Aquático do Santa Mônica Clube de Campo.
Rui Menslin, técnico da Equipe há 20 anos conta como chegaram até aqui e porque escolheram treinar no Clube. “Eu comecei a treinar pessoas com deficiência por acaso na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), onde dava aula. Desde então, tudo caminhou para que nós formássemos esse time e que hoje estão em competições de destaque pelo País e batalhando para entrar em campeonatos internacionais”, diz Rui. O treinador declarou sobre a importância de treinar em um local como o Santa Mônica e sobre como a infraestrutura auxilia o desempenho dos nadadores. “Desde o início fomos muito bem acolhidos pela Diretoria de Esportes e eles adoram vir aqui. Os tempos deles melhoraram depois que começamos a treinar no Santa”, complementa.
Outro fator importante é a convivência com os atletas moniquenses, que não têm deficiência. “Isso mostra que todos são iguais, que independente de qualquer coisa todos são capazes. É importante para eles verem além de si mesmos, perceber que tem pessoas com uma deficiência, mas que também são atletas, que todos são”, completa.
Tisbe de Souza tem 20 anos e nasceu com artogripose, uma má formação congênita das articulações. Aos 10 anos, a fisioterapia já não a motivava e a jovem percebeu que precisava de outra atividade. “Eu conversei na época com a minha médica e ela, por acaso, conhecia uma menina que nadava com o Rui e comentou comigo, conversei com ele e desde então nunca mais parei, desde 2010”, diz.
O esporte foi fundamental para que Tisbe conquistasse inúmeras vitórias pessoais. Independência, superação social, entre outros. Além disso, em 2019, nos Jogos Parapan-Americanos, em Lima, no Peru, a atleta conquistou medalha de bronze nos 50 metros Costas. Já bateu, oito vezes seguidas, o recorde brasileiro e está em primeiro lugar no ranking nacional há três anos. “Quando me senti segura de mim e dentro do esporte, percebi que eu podia, sim, conseguir disputar e ganhar as competições. E treinar numa estrutura como a do Santa Mônica fez com que eu melhorasse os meus tempos. Estamos adorando poder vir para cá”, explica.
João Lucas Bezerra tem 19 anos e, aos 15, foi atropelado e teve amputação total da perna direita, o que levou o jovem a um período de dois meses de depressão. Depois de um tempo, João viu que precisava se dedicar a ele mesmo e decidiu ir para a Natação. “Quando fiquei sabendo da Equipe do Rui e fui conhecer, senti que ali era uma oportunidade para mim, foi quando eu quis realmente me tornar um atleta”, afirma.
O nadador ainda fala sobre treinar numa piscina igual às existentes em competições oficiais. “É muito mais fácil realizar uma prova dentro de uma piscina quando você já treinou em uma estrutura igual. Aqui, para nós, tem sido excelente”, finaliza.
Os atletas agora se preparam para as competições desse ano, principalmente, os Jogos de Tokyo, em agosto.

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